
“No círculo das chamas estamos acolhidos,
sustentados pela proximidade, protegidos até o amanhecer.”
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A origem
repousa na névoa dos tempos primordiais.
Somente o ser humano
aprende a reconhecer,
no círculo dos cantos ancestrais,
o que um dia aconteceu,
o que o pai
do ancestral primevo viu,
sentiu, reconheceu.
O círculo é a imagem mais antiga da comunidade.
Quem se senta no círculo faz parte dele.
Todos se sentam à mesma distância do fogo central,
que aquece, nutre e conecta.
No círculo, não existe o “eu”.
O “nós” não é um ideal,
mas um fato espacial.
Um estrangeiro que entra no círculo
é inicialmente chamado de Acon.
Mas aquele que permanece, escuta, partilha e aprende
torna-se Con —
um amigo.
O círculo é aberto,
mas não é ilimitado.
Pois, a cada nova pessoa, seu perímetro cresce,
e todos se afastam um pouco mais do fogo.
Quando a distância se torna grande demais,
o fogo perde sua força
e passa a ser percebido como ausente.
Por isso, o círculo vive do equilíbrio.
Quando novos estrangeiros, ainda inexperientes, são acolhidos,
membros experientes partem.
Eles levam consigo saberes, histórias, canções, costumes e habilidades
para outros círculos
ou fundam novos.
Nenhuma despedida é uma perda.
Pois cada retorno ao círculo antigo
reacende o fogo central.
Com inspiração, memória e experiência.
Assim, o círculo pode crescer
sem se extinguir.
Mais energia permite um círculo maior.
Mais troca mantém o fogo vivo.
O círculo vive
da transmissão,
do movimento,
do intercâmbio intercultural.
Assim, ele se preserva
e, ao mesmo tempo, se renova.




